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Gerenciamento de Riscos – O que são?

Prever o futuro é um dos maiores desejos da sociedade moderna. Prever a alta ou baixa do dólar, alta ou baixa de uma ação na bolsa, números da loteria, a previsão do tempo, quem ganhará o jogo de futebol entre outros e quais os impactos que estes exemplos podem ter na sua vida, seu comportamento ou em seus negócios. Um gerente de projetos não tem uma bola de cristal para prever todos os eventos de seu projeto e por isso, deve mapear as principais ameaças e oportunidades e quais as ações tomar quando de fato elas ocorrerem.

Estamos falando de riscos, que são eventos incertos, não materializados até o momento em que foram identificados, que de forma positiva ou negativa influenciam o projeto seja no quesito escopo, prazo, custo ou até mesmo na qualidade. Para o caso de riscos positivos, deve-se entender com o uma oportunidade que a equipe deve maximizar o seu impacto e a sua probabilidade. Para o caso de riscos negativos, que é o mais comum quando se pensa no tema, tratar como uma antecipação, ou seja, a equipe deve trabalhar para que a probabilidade e o impacto sejam baixos no projeto.

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Caso ainda não tenha ficado clara a diferença entre riscos positivos e negativos, vamos demonstrar através de exemplos:

  • Risco Negativo: Talvez um dos riscos mais clássicos descritos na literatura seja de uma festa ao ar livre. Você planeja uma festa a céu aberto com todos os preparativos necessários, porém existe um evento incerto e incontrolável em seu planejamento inicial do projeto que pode estragar a sua confraternização: a chuva. Você deve optar por aceitar o risco e não alugar uma cobertura ou pode tentar mitigar o risco alugando um salão, alterando o padrão de sua festa que não será mais ao ar livre e possivelmente até aumentando o custo, em detrimento de uma segurança quanto a chuva.
  • Risco Positivo: A alta do dólar pode ser péssima para algumas pessoas que planejam sua viagem ao exterior e pretendem fazer compras e inúmeros passeios. Agora, para um produtor de laranjas, por exemplo, que vende seu produto no mercado externo em dólar, a alta da moeda é um evento incerto que, caso ocorra, uma resposta ao risco pode entrar em ação, como vender uma quantidade extra de laranja estocada para este momento gerando mais lucros para o produtor.

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Desta forma, para os riscos que foram identificados, a equipe do projeto pode planejar uma resposta que pode ser desde aceita-los até criar um plano de ação para evitar ou potencializar o evento reconhecido. Nestes casos, as atitudes tomadas pelos stakeholders são classificadas em três categorias pelo PMBOK (Project Management Body of Knowledge) 5ª Edição:

  1. Apetite de risco: quanto a empresa está disposta a arriscar em troca da recompensa.
  2. Tolerância a risco: qual é a quantidade e o impacto que a empresa está disposta a tolerar.
  3. Limite de risco: quais as premissas que a empresa adota como toleráveis, ou seja, acima deste valor ou desta meta a empresa não está disposta a correr o risco.

Caso o risco seja materializado, sendo ele positivo ou negativo, o mesmo passa a ser reportado como um “issue” do projeto. O risco deixa de ser um evento incerto e passa a ser algo concreto. Para estes casos, as respostas ao risco anteriormente planejadas devem entrar em ação, seja ele como mitigação, transferência, potencialização ou outra atitude acordada pela equipe do projeto.

O PMBOK® define seis processos sobre o Gerenciamento de Riscos de um projeto, sendo eles:

  1. Planejar o gerenciamento dos riscos
  2. Identificar os riscos
  3. Realizar a análise qualitativa dos riscos
  4. Realizar a análise quantitativa dos riscos
  5. Planejar as respostas ao risco
  6. Monitorar e controlar os riscos

Nos próximos artigos, entraremos nas principais características de cada um dos processos do Gerenciamento de riscos do PMBOK® a fim de entendermos melhor cada passo de seu projeto.

Até a próxima e Pense Gestão

felipeFelipe Corrêa

Certificado Project Management Professional (PMP®), Scrum Fundamentals Certified (SFC), Engenheiro da Computação formado pela Unicamp e Master in Business Economics pela FGV-SP. Especialista em gerenciamento de projetos e portfólio.

 

Referências

PMBOK – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos: Guia PMBOK. 5a ed. Project Management Institute, 2013.