Business management meeting and brainstorming concept with people on the round table in top view vector illustration

Gerenciamento de Riscos – Como planejar e identificar riscos.

Olá, bem vindos novamente. Em nosso último tópico sobre riscos, passamos uma ideia geral sobre o que são e seus processos definidos pelo PMBOK (Project Management Body of Knowledge) 5ª Edição. Neste tópico, trataremos sobre como planejá-los e identificá-los.

Planejar o gerenciamento de riscos é a maneira que a equipe define como irá proceder caso algum evento incerto se materialize. Ele é importante na comunicação e no engajamento dos stakeholders para que o plano seja efetivamente executado além de poder mapear e garantir os recursos necessários com antecedência.

Os insumos iniciais para o planejamento das ações de risco, definidos no PMBOK, são o plano de gerenciamento do projeto, termo de abertura do projeto, registro das partes interessadas, fatores ambientais da empresa e os ativos de processos organizacionais.

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Para obter um planejamento de riscos, podemos utilizar de técnicas para mapear o apetite e a tolerância da companhia, as categorias conhecidas e o perfil das partes interessadas. A consulta aos executivos, stakeholders, gerentes de projetos e especialistas no assunto podem trazer clareza dos reais impactos dos riscos e principalmente contribuir, através das lições aprendidas, com as suas vivencias em outras situações similares.

As principais entregas deste processo são: uma metodologia a ser seguida nas situações em que ocorrerem os riscos, os papéis e responsabilidades para a execução do plano de gerenciamento de riscos, orçamento, prazos, formato dos relatórios entre outros.

Identificar os riscos é o processo que irá listá-los e documentá-los. O principal benefício desta etapa é reunir os conhecimentos da equipe, identificar quais são os riscos já conhecidos até aquele momento e documentá-los.

Inicialmente, é importante consultar os diferentes planos já construídos do projeto como o próprio plano de gerenciamento de riscos, custos, cronograma, qualidade, entre outros. Todos eles definirão as categorias, a severidade e seus impactos.

Neste processo, temos algumas ferramentas interessantes para estimular a equipe a documentar os riscos:

  1. Brainstorming: reunião onde a equipe, na presença de um mediador, contribui com diferentes visões, experiências, possibilidades e propostas e chegam a um consenso de uma lista de riscos iniciais;
  2. Técnica Delphi: É um questionário enviado para os especialistas que, anonimamente, colocam suas opiniões. O mediador consolida as informações e redistribui os questionários aos especialistas até a obtenção de um consenso, após algumas rodadas. A técnica garante a imparcialidade das opiniões, porém pode ser bem demorada;
  3. Entrevistas: O mediador conversa com os especialistas, stakeholders e outros participantes experientes para contribuir na relação de riscos.

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Por fim, as entregas esperadas deste processo de identificação são:

  1. Registros de riscos, com a lista dos eventos identificados com a maior quantidade de informações principalmente a causa, impacto e efeito do risco;
  2. Lista de Respostas aos riscos: estas ações identificadas serão uteis para o processo de planejar as respostas aos riscos.

No próximo artigo, trataremos sobre como mensurar e controlar estes eventos.

Até a próxima e Pense Gestão

 

felipeFelipe Corrêa

 Certificado Project Management Professional (PMP®), Scrum Fundamentals Certified (SFC), Engenheiro da Computação formado pela Unicamp e Master in Business Economics pela FGV-SP. Especialista em gerenciamento de projetos e portfólio.

Referências

PMBOK – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos: Guia PMBOK. 5a ed. Project Management Institute, 2013.